As declarações do governador Beto Richa sobre a questão do Porto de Paranaguá foram dadas durante o lançamento da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Ontem foi iniciada a construção de 634 casas, um investimento de R$ 15,8 milhões, para a retirada de famílias que vivem em situação de risco, às margens do Rio Atuba.
As obras são uma parceria entre governos federal, estadual e municipal. Segundo o presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Mounir Chaowiche, ao todo, o investimento no chamado PAC de Pinhais será de R$ 40,4 milhões, sendo 20% de contrapartida do governo do Estado, 5% da Prefeitura municipal e o restante em recursos da União. Além da regularização fundiária para 893 famílias da região e a construção de 747 casas (113 já em andamento), estão previstos ainda investimentos na recuperação ambiental das áreas ocupadas irregularmente e em infreaestrutura urbana.
O município foi um dos mais atigindos pelas chuvas em dezembro do ano passado. Segundo o prefeito Luiz Goulart Alves (PT), as obras são significativas, mas não resolvem o problema habitacional da região. Já o governador ressaltou que existe um grande deficit habitacional no Estado e que algumas famílias aguardam há décadas a possibilidade de ter a casa própria.
''Ainda estamos levantando qual é esse deficit habitacional, mas é muito grande. Foi feito muito pouco ou quase nada no Estado do Paraná nos últimos anos. Pode ter a certeza que em um ou dois anos nós vamos fazer o mesmo número de moradias que o governo anterior fez em oito anos.'' Segundo Beto, o problema é maior no Noroeste do Estado e na RMC. (M.R.M.)

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