Déficit em Londrina será de R$ 5 milhões
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sábado, 31 de dezembro de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina deve fechar o ano com um déficit orçamentário de cerca de R$ 5 milhões, quase 1% do orçamento de R$ 520 milhões. A previsão é do secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, feita com base no encerramento contábil de novembro. O encerramento contábil do mês de dezembro deve estar concluído nos primeiros dias de janeiro.
''Contabilmente falando, deveremos ter de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões de déficit orçamentário. Sou otimista. Acho que ficará perto de R$ 5 milhões e pode cair mais'', calculou. ''Mas vou ter um superávit primário de aproximadamente o mesmo valor'', complementou.
Até o final do mês passado, haviam sido executados 86% do orçamento previsto. A expectativa é que esse percentual suba até 93%. ''Esses 7% a 8% são os que não foram realizados tanto em termos de arrecadação como em recursos captados em emendas, empréstimos. É um bom desempenho. A tendência é que nos próximos três anos o orçamento aconteça conforme o planejamento. As obras foram realizadas mas se tivesse acontecido mais arrecadação teria havido mais obras'', calculou.
A satisfação do secretário com o resultado dos números do município se justifica pela previsão de déficit feita no início do ano: R$ 25 milhões. ''Até o ano passado, no dia 31 de dezembro se encerrava o exercício financeiro do ano mas recebíamos recursos no início do seguinte que eram resultado de ações no exercício de 2004. Agora com os restos a receber, esse dinheiro que entrar em janeiro, por exemplo, é contado para 2005. Neste ano perdemos a arrecadação dos 30 primeiros dias de janeiro, que correspondem a mais ou menos esses R$ 25 milhões'', explicou.
''O ajuste do sistema está permitindo trabalhar melhor com o projetado, principalmente com os restos a receber que foi o nosso grandioso problema e a grande novidade. Os números são melhores pelos restos a receber, pela economia severa e pela não expansão de receitas fixas, de custeio. É bem melhor do que no ano passado em que tivemos uma atipicidade por conta do processo eleitoral. Em setembro e outubro deixamos de arrecadar até R$ 7 milhões. Esse ano, apesar da crise política, a arrecadação ficou estável inclusive das receitas transferidas (ICMS, FPM e IPVA)'', complementou.
Do total de receita própria do município, 95% são gastos com repasses para programas e entidades assistenciais e com a folha de pagamentos dos mais de 7 mil servidores. A prefeitura ainda desembolsa mensalmente R$ 1,8 milhão para amortizar uma dívida que soma R$ 180 milhões. Ainda não foram somados os R$ 215 milhões da dívida da Cohab-LD, que deverão ser transferidos para a prefeitura. O projeto, que prevê o alongamento da dívida dos atuais 12 anos para 21 anos, já foi aprovado pela Câmara de Vereadores e deve ser sancionado pelo prefeito. ''Houve uma estabilização na arrecadação que deu certa tranquilidade embora não foi possível fazer reajuste salarial e não disparamos obras com recursos próprios. Mas o desempenho na Saúde, na Assistência e na Cultura, foi satisfatório'', avaliou.


