A baixa oferta de moradias populares, que vem prejudicando o desenvolvimento econômico de Cianorte (a 80 km de Maringá) nos últimos anos, chegou à campanha eleitoral e se transformou num dos principais temas pela disputa à prefeitura. Com 64.498 habitantes e um amplo parque industrial no ramo de confecções, o município registra um déficit habitacional de aproximadamente 3.500 moradias - segundo dados da própria prefeitura.
A escassez de casas populares vem elevando os preços de aluguéis e dificultando a atração de mão-de-obra, e, consequentemente, de novas indústrias. O orçamento do município em 2008 é de aproximadamente R$ 75 milhões.
De acordo com o prefeito e candidato à reeleição, Edno Guimarães, da coligação ''Unidos por Cianorte'' (PMDB/PSDB/PSC/PSB/PDT/PTB/PSC/PR/PTC), não foram construídas casas populares nos últimos anos em razão da falta de financiamento da Cohapar. A prefeitura chegou a efetuar doação de área à companhia de habitação capaz de abrigar 1.000 casas ''Mas a Cohapar não liberou a construção. Se o município financia direto na Caixa Econômica, só dá para viabilizar para famílias de renda maior, mas queremos atender os mais carentes'', alegou. No segundo mandato, Guimarães disse que vai estudar o uso de recursos do próprio município se não houver alternativa de barateamento. Na atual gestão, o prefeito destacou os investimentos em prédios públicos, como a construção do paço municipal.
O ex-vereador, empresário e candidato de oposição, Luiz Zampar, da coligação ''União democrática'' (PT/PC do B/PP/PHS/PRTB/DEM/PPS), enfatizou que a falta de moradias tem dificultado a ampliação das indústrias locais e a atração de novos empreendimentos. ''Nos últimos quatro anos a cidade ficou estagnada. Não recebeu nenhuma nova indústra e as nossas não conseguem crescer. Nós teremos que ir atrás de recursos federais para fazer as casas. Fontes existem, o que falta é projeto por parte da prefeitura'', disse. Zampar avalia que a prefeitura também precisa induzir a diversificação das atividades industriais.
Outra fonte de crítica do candidato é o nepotismo na prefeitura - ele lista os nomes de três parentes empregados na administração municipal, além do filho vereador, e do irmão que é deputado. ''Precisamos de novas idéias'', defendeu.

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