Déficit da Previdência só cai em 5 anos
Déficit da Previdência só cai em 5 anos
Mesmo que a votação da reforma previdenciária seja finalizada até o mês que vem, efeitos só serão sentidos em 2003
Agência Estado
Mesmo que a votação da reforma previdenciária seja concluída em junho pela Câmara dos Deputados e promulgada logo em seguida, seus efeitos sobre o déficit da Previdência Social só começarão a ser sentidos daqui a cinco anos. O déficit básico (arrecadação líquida do INSS menos pagamento de benefícios) projetado para este ano poderá chegar a R$ 7 bilhões, com o reajuste dos benefícios a partir deste mês.
Em 24 meses, o impacto financeiro da reforma atingiria a soma de R$ 5,6 bilhões, segundo cálculos do Ministério da Previdência, mas é necessário frear a corrida às aposentadorias por tempo de serviço para zerar o rombo da Previdência em meia década.
O governo, por isso, vai se empenhar para acabar com o dispositivo no texto da reforma assegurando ao trabalhador da iniciativa privada optar entre a regra de transição para se aposentar - que exige idade mínima de 53 anos (homens) e 48 anos (mulheres), além do tempo de serviço adicional - e a regra permanente - que exige os 35 anos de contribuição (30 para mulheres) e não mais exige a idade mínima. O governo vai tentar também restabelecer a idade mínima de 60 anos para homens e 55 anos para mulheres se aposentarem no futuro sistema.
Se a opção permanecer intacta na reforma e não for restabelecida a exigência de idade mínima como regra permanente, o impacto financeiro da reforma da Previdência será muito menor, garante o secretário-executivo do Ministério da Previdência, José Cechin.





