Defesas de vereadores afastados nomeiam 18 testemunhas a serem ouvidas na CP
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sexta-feira, 18 de maio de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

As defesas dos vereadores afastados Rony Alves (PTB) e Mario Takahashi (PV) arrolaram dezoito testemunhas para a CP (Comissão Processante), aberta para apurar se houve quebra do decoro parlamentar por parte de ambos. Eles são acusados de integrarem um esquema de cobrança de propina para alterações pontuais de zoneamento urbano para benefícios de particulares, conforme denúncia formulada pelo MP (Ministério Público) no âmbito da Operação ZR-3.
A CP se reuniu na tarde desta sexta-feira (18) para discutir o andamento dos trabalhos, que têm até o dia 26 de julho para concluir,e decidiu abrir a fase de instrução. Segundo o presidente da comissão, Roque Neto (PR), as testemunhas de defesa serão ouvidas após serem arroladas as testemunhas da própria CP.
O grupo também devolveu aos dois vereadores as respostas acerca dos apontamentos das defesas que questionam possíveis irregularidades na sessão que abriu a Processante. Apesar de não dar detalhes sobre a fundamentação, Roque informou que a Procuradoria Jurídica considera que os apontamentos não procedem. "Tanto que estamos dando continuidade aos trabalhos."
Entre as testemunhas arroladas por Rony estão o presidente do Conselho Municipal da Cidade, Rodrigo Zacarias e o ex-presidente Osmar Ceolin Alves, a ex-presidente do Ippul (Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina), Ignês Dequech e o empresário também investigado Homero Wagner Fronja, entre outros. Takahashi arrolou Zacarias, o ex-assessor Fernando Yogi e o ex-vereador e atual coordenador do Procon, Gustavo Richa (PSDB) entre suas nove testemunhas. Rony ainda citou trecho de depoimento de Fronja ao MP no qual ele diz que havia mentido em declarações anteriores.
(Com informações do repórter Vítor Struck)


