Defesas de Rony e Takahashi falam em injustiça e sugerem 'manobra política'
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quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Vitor Struck<br>Reportagem local 
Após a entrega do relatório da Comissão Processante que indica a cassação dos mandatos dos vereadores afastados Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV), a defesa de Takahashi enviou nota oficial à imprensa em que considera que o parecer não condiz com as provas produzidas durante a instrução do processo de cassação. O advogado Anderson Mariano também afirma que o parecer foi elaborado às pressas e ressalta que o relatório decidiu desta forma apenas por interesses políticos e não técnicos.
"O que se extrai do parecer, portanto, é uma nítida intenção de cassar o vereador Mario Takahashi por interesses políticos escusos do autor da representação - vereador Filipe Barros, vereador este candidato a deputado federal pelo Partido Social Liberal - PSL, partido político também integrado pelo Relator da Comissão Processante - vereador João Martins", afirma o documento.
Quem também se manifestou foi o advogado Maurício Carneiro, defesa do vereador Rony Alves. Ele afirmou que a Comissão Processante, formada também pelos vereadores José Roque Neto (PR) e Vilson Bittencourt (PSB), está cometendo uma grave injustiça. "Pela instrução do processo (oitiva das testemunhas e documentos existentes) perante a CP o relatório só poderia seguir pela absolvição do vereador Rony, já que o próprio Zampar (Júnior, principal testemunha de acusação) confirmou que ele nada nunca pediu. Igualmente as testemunhas ouvidas disseram que nunca vereador algum pediu qualquer tipo de vantagem. Causa estranheza o Relatório nesse sentido, não seguiu as provas pela comissão coletadas. Estão cometendo uma grande injustiça", afirmou Carneiro.
Na terça-feira, quando comentou o parecer do relatório, o relator da CP, João Martins (PSL), havia dito que o resultado seguiu tudo o que foi apurado pela comissão, sem qualquer indicação política. "No final chegamos à conclusão de que tudo o que foi dito tinha procedência dentro da legislação, que é o Código de Ética e Decoro Parlamentar e o artigo 201 (do Regimento Interno)", afirmou o relator da CP, João Martins. A FOLHA não conseguiu ouvir o vereador Filipe Barros ontem.
A sessão de julgamento da denúncia contra Rony Alves e Mário Takahashi está marcada para a manhã desta segunda-feira (20) e deve se estender ao longo da tarde. Os vereadores terão duas horas para se defenderem. São necessários 13 votos favoráveis entre os 19 vereadores do Legislativo para confirmar a cassação dos mandatos. A Câmara já informou que haverá a transmissão da sessão extraordinária para os presentes do lado de fora.


