Defesa tenta revogar prisão preventiva de vereador
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A juíza da 4 Vara Criminal de Londrina, Carla Pedalino, pode analisar hoje o pedido de revogação da prisão preventiva do vereador Rodrigo Gouvêa (PRP), preso desde anteontem à noite no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR). A medida foi protocolada ontem no Fórum pelo advogado do parlamentar, Alberto Melhado Ruiz. A decisão da juíza depende ainda de parecer dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que solicitaram a prisão do parlamentar - até as 17 horas de ontem, a manifestação ainda não havia saído. Também ontem, o Gaeco ingressou a quarta ação contra Gouvêa: a civil pública de improbidade administrativa, desdobramento da ação penal em que ele é acusado de peculato e constrangimento ilegal. A ação civil pública foi distribuída para a 7 Vara Cível com pedido de liminar pelo afastamento do vereador; nela, novamente é relatada a suposta contratação de assessora ''fantasma'' pelo período de três meses (abril a junho), no gabinete do parlamentar, além das ameaças que ele teria feito a seu ex-chefe de gabinete, Sérgio Dicezar da Costa.
As outras duas ações já protocoladas contra o vereador, desde o final do mês passado, tratam de corrupção passiva (na esfera criminal) e novamente improbidade administrativa, referentes à suposta cobrança de propina que ele teria feito ao empresário Maurício Costa, em junho, para aprovação do projeto ''Minha Casa, Minha Vida''. A defesa do vereador está dentro do prazo de 10 dias, concedido pelo juízo da 1 Vara Cível, semana passada, para que manifestação contra o pedido de liminar de afastamento formulada também nesta ação.
O advogado de Gouvêa, Alberto Melhado Ruiz, explicou que o pedido de revogação protocolado ontem, no final da manhã, sustenta que o vereador não fez ameaças ao ex-chefe de gabinete, ainda que Costa tenha relatado isso em boletim de ocorrência em 23 de junho. ''Não houve constrangimento, mas uma discussão com o Sílvio porque ele havia sido exonerado por estar criando atritos entre os demais assessores.'' Sobre a prisão do cliente, Ruiz definiu: ''Ele não está de forma alguma obstruindo o processo, tanto que todas as vezes em que foi requerido pela Promotoria, ainda que sem intimação, por telefone, compareceu. Acho que esse pedido (de prisão preventiva) é um açodamento, uma precipitação, tanto que os promotores já tentaram isso na 2 Vara Criminal (na outra ação criminal) e o decreto de prisão foi negado''.
A FOLHA conversou ontem com o ex-chefe de gabinete de Gouvêa, mas ele não quis falar sobre o caso. Costa, hoje feirante, disse que ''o assunto já deu o que tinha que dar''. A defesa de Gouvêa protocolou também apelação ao diretório nacional do PRP contra a expulsão do vereador, determinada dia 8, pela executiva estadual.


