Defesa tenta libertar ex-diretor
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sexta-feira, 19 de março de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O advogado criminalista Alcides Bittencourt Pereira, que defende o ex-diretor de Câmbio e Relações Internacionais do Banco do Estado do Paraná (Banestado) Aldo de Almeida Júnior, entrou ontem com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) de Porto Alegre. Até o final da tarde, o pedido ainda não havia sido julgado. De acordo com Bittencourt, não havia motivo para a nova prisão de Aldo, que também respondeu pela vice-presidência do banco.
''Eu argumentei no meu pedido a inexistência de fato novo para que o meu cliente fosse preso'', analisou Pereira. Aldo ficou preso por 23 dias e foi solto depois de um habeas corpus concedido pelo próprio TRF, que entendeu que o prazo para o final das investigações com réu preso havia sido esgotado e que o ex-diretor não tinha antecedentes criminais e não possuía contas no Exterior, o que poderia indicar que não teria motivos para fugir antes do final da instrução do processo penal.
Aldo é acusado em ação penal de ser um dos responsáveis pelo envio de mais de US$ 1,9 bilhão para contas do Banestado em Nova York e para paraísos fiscais. A nova ordem de prisão teve como base o suposto envolvimento do ex-diretor com a destruição de provas importantes para o processo que investiga a remessa ilegal de divisas para o Exterior, através das chamadas contas CC-5.
Bittencourt argumentou ontem que o fato já foi analisado pelo próprio TRF. ''Quando foi dado o habeas corpus, se levou em consideração a argumentação de que provas teriam desaparecido do processo. Entretanto, este fato não pode ser imputado ao Aldo. Não existe qualquer prova concreta de que ele tenha tido relação com o desaparecimento de provas'', disse o advogado, que acredita que um novo habeas corpus seja concedido para ex-diretor do Banestado nas próximas horas. Aldo foi preso na tarde de quinta-feira.


