Os advogados de Luiz Estevão estão tentando encaminhar um recurso para tentar anular no Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que recomendou a cassação do mandato do senador por 11 votos favoráveis, três contra e uma abstenção – num universo de 16 senadores, a maioria do próprio PMDB. Um dos advogados, Felipe Amodeo, disse que a defesa está estudando as várias alternativas para definir o tipo de ação na Justiça. Eles apostam ainda as fichas na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), que é a próxima etapa, quando tentarão aprovar a ilegalidade do processo.
Estevão disse que o resultado da votação no conselho já era um ‘‘placar anunciado pelos jornais’’ e que estava, no dia seguinte, ‘‘procurando resistir’’. ‘‘Estou cansado e injustiçado’’, declarou. ‘‘O tempo vai dizer se vou conseguir resistir’’, disse.
Questionado se teme ser preso, a exemplo do que ocorreu com o dono do Grupo Monteiro de Barros, o empresário Monteiro de Barros, que seria um de seus sócios, Estevão esquiva-se. ‘‘Eu só temo a Deus e não gosto de falar sobre hipótese.’’ Nos bastidores, senadores e ele próprio têm comentado que, depois de aprovada a cassação em plenário e a consequente perda da imunidade parlamentar, o peemedebista poderá ser preso.
O senador não acredita em ‘‘coincidências’’ no caso da divulgação de uma nota da Polícia Federal, na qual consta a decisão sobre seu indiciamento por crime de peculato e formação de quadrilha. Segundo Estevão, ela teve o intuito de influenciar o resultado, porque foi tornada pública poucas horas antes da votação.

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