Curitiba - O advogado René Dotti, à frente da defesa dos empresários da DM Construtora de Obras, disse ontem que considera a sentença ''injusta'' e ''desproporcional à natureza dos fatos''. Dotti antecipou que vai recorrer contra a decisão ao Tribunal Regional Federal da 4Região (TRF4). A expectativa da defesa, contudo, é que a sentença seja anulada. No final do ano passado, o advogado entrou com um processo de suspeição do juiz federal Sérgio Fernando Moro porque, na análise de um habeas corpus, ele teria antecipado sua opinião sobre o caso. ''A decisão (de terça-feira) não nos causou surpresa porque ele já tinha antecipado sua posição na análise do habeas corpus. Ele já havia revelado interesse no mérito, o que não pode'', afirma Dotti.
O desembargador Paulo Afonso Brum Vaz não acatou o argumento do processo de suspeição. Dotti recorreu.
Questionado sobre o benefício que o Banestado teria dado à empresa, Dotti afirmou que os fatos ''não ocorreram da forma como o Ministério Público Federal descreve''. Num texto enviado por Dotti à Reportagem, o caso é ''um remanescente da infundada perseguição contra um antigo e importante cliente'' do extinto Banestado: ''Desponta hoje, sob enfoque diverso, o equívoco em se responsabilizar, de alguma forma, os representantes da DM pela quebra do banco estatal''. O MPF somente irá se manifestar após ser notificada. (C.S.)

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