Os advogados de Nelson Meurer sustentam que a denúncia foi baseada apenas na palavra de delatores da Lava Jato, e faltam provas para corroborar as acusações.
A defesa de Meurer e seus filhos disse durante o julgamento que o parlamentar não é um expoente do partido e, por isso, não tinha poder para tomar decisões de grande porte, como suposto rateio de propina na bancada da Câmara.
Fachin rebateu o argumento: disse que Meurer era um dos expoentes do PP e que ele passou do baixo clero para a líder da bancada em 2011. "Não há dúvida de que ocupação da liderança demonstra relevância no contexto político", afirmou.
Fachin votou pela condenação de Meurer pelos crimes apontados pela Procuradoria Geral da República: corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
No entanto, ele entendeu que os filhos do deputado não devem ser condenados por lavagem de dinheiro, mas apenas por corrupção passiva. Seu voto foi seguido por Celso de Mello.
Dias Toffoli acompanhou em parte o relator. Votou pela condenação de Meurer por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas entendeu que não ficou configurado crime quanto à doação eleitoral da Queiroz Galvão a Meurer, registrada na Justiça Eleitoral.
"No caso concreto, todavia, não estou convencido, para além de toda dúvida razoável, de que a doação eleitoral oficial recebida pelo acusado Nelson Meurer na campanha de 2010, no valor de R$ 500 mil -fracionada em duas parcelas de R$ 250 mil-, representou o pagamento de vantagem indevida", disse Toffoli em seu voto. (Folhapress)

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