O prefeito afastado Antonio Belinati (PFL) ingressou ontem com um mandado de segurança, com pedido de liminar, tentando impedir a participação dos vereadores Elza Correia (PMDB) e Carlos Santa Rosa (PFL) na sessão de hoje. A sessão de julgamento pode definir pela cassação do mandato de Belinati.
Na ação, o advogado do prefeito, João Graça, reafirma que os vereadores estariam sob suspeição por causa de declarações feitas à imprensa. No caso de Elza, ela teria afirmado que ‘‘só cassando’’ seria possível impedir que Belinati fosse reeleito; e Santa Rosa teria tratado Belinati como ‘‘ex-prefeito’’ – sugerindo que ele estivesse antecipando o voto.
A liminar pede ainda que os vereadores sejam substituídos, na votação, pelos seus suplentes – no caso de Elza, Francisco Roberto (PT); e Santa Rosa, Jamil Hatti (PFL). A ação foi distribuída para o juiz da 7ª Vara Cível, José Cichocki Neto, que até a noite de ontem não havia despachado.
Anteontem, João Graça também enviou requerimento à Câmara pedindo a suspeição de todos os vereadores por causa de declarações do prefeito interino, Jorge Scaff (PSB). O pedido foi indeferido pela procuradoria jurídica. Scaff teria afirmado que havia um ‘‘acordo’’ para que ele fosse mantido na prefeitura, com a cassação de Belinati. Prefeito interino e vereadores negaram o acordo.
‘‘Estranho profundamente esse pedido de suspeição. Em nenhum momento declarei meu voto, mas também nunca deixei de manifestar minha posição sobre os desmandos da administração municipal. Esse é meu papel como vereadora e como cidadã. Não tenho como esconder minha opinião’’, respondeu ontem Elza Correia.
Carlos Santa Rosa – que é relator da Comissão Processante (CP) que pode cassar o mandato do prefeito afastado – também rebateu as acusações. ‘‘Vindo dele (Belinati) nada mais me causa surpresa. Desde que começamos ele vem tentando barrar a CP, com mais de 10 mandados de segurança, agravos de instrumento. Mas acho difícil que ele consiga nos afastar da votação porque a argumentação dele é muito fraca.’’ (L.H.)

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