Curitiba – O ex-parlamentar Luiz Argôlo (desfiliado recentemente do Solidariedade-BA) foi o primeiro a ser interrogado pelos delegados da PF entre os presos com prisão preventiva da 11ª fase das investigações. Os ex-deputados André Vargas (sem partido-PR) e Pedro Corrêa (PP-PE) também estão na carceragem da PF desde a última sexta-feira, quando foi deflagrada as diligências, e devem ser interrogados a partir de hoje.
Antes de acompanhar a oitiva de seu cliente, o advogado Omar Elias Geha, que defende Argôlo, adiantou que ele iria colaborar e responder a todas as perguntas feitas pelas autoridades, além de prestar esclarecimentos sobre todas as suspeitas levantadas pela investigação. O depoimento do ex-deputado federal começou no início da tarde, por volta das 14h30, e se estendeu até o início da noite de ontem.
Em despacho deferindo as prisões preventivas, o juiz federal Sérgio Moro apontou que "Luiz Argôlo dos Santos seria um dos beneficiários do esquema de propinas instaurado no Petrobras, para ele sendo destinado, a partir de 2011, valores de cota cabível aos partidos políticos, primeiro enquanto se encontrava no Partido Progressista (PP) e depois no Solidariedade".
Durante os depoimentos de sua delação premiada, Alberto Youssef afirmou que fez repasses a Argôlo desde quando o conheceu, em 2011 e que esses valores variavam entre R$ 20 mil a R$ 200 mil. O ex-deputado, segundo afirmou o doleiro, teria inclusive recebido um helicóptero do doleiro para sua campanha eleitoral de 2014. Ainda de acordo com o londrinense em seus depoimentos, o ex-parlamentar comprou a aeronave em 2012, mas não teve dinheiro para quitar as prestações. O político teria pedido dinheiro emprestado ao doleiro para fazer os pagamentos. Argôlo deixou o PP no fim de 2013 e transferiu-se para o Solidariedade, até ter sua filiação partidária suspensa logo depois de ter sido preso no último dia 10. Interceptações telefônicas da PF apontam também que o ex-deputado teria recebido propina de R$ 400 mil da OAS por meio de Youssef. (R.C.Jr.)

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