Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O advogado José Rodrigues de Jesus, defensor de Alda Inês, uma das namoradas e acusada de ser a tesoureira do traficante Luiz Fernando da Costa, mais conhecido como ‘‘Fernandinho Beira-Mar’’, entrou ontem com pedido de relaxamento da prisão dela no Fórum de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. ‘‘O pedido é um direito do acusado e vou tentar soltar Alda’’, disse Jesus.
O requerimento deverá ser analisado hoje pela juíza da 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias, Terezinha Avelar, que preside o inquérito no qual Alda é acusada de ser a tesoureira do traficante. Ontem Alda foi levada ao fórum de Duque de Caxias para o sumário de defesa – quando as testemunhas de defesa do processo são ouvidas – mas as testemunhas não compareceram. ‘‘O advogado de Alda disse que as três testemunhas eram fictícias’’, explicou a juíza. Segundo ela, a ausência de representantes da defesa de Alda não altera o processo. Ela esclareceu que só avaliará o pedido depois que o Ministério Público Estadual (MPE) examinar o requerimento e opinar. O MP tem um prazo de dois dias para avaliar.
Alda chegou ao fórum às 11h30, cercada por um forte aparato policial, e saiu três horas depois, num carro da Polícia Militar. Com os cabelos pintados de caju escuro, vestido vermelho e usando sandálias prateadas, a namorada de ‘‘Fernandinho Beira-Mar’’ não falou com a imprensa. Ela está presa na Companhia de Policiamento de Trânsito da Polícia (Ceptram), no centro do Rio. De acordo com a juíza, na sessão de sumário, o réu não se pronuncia, o que ocorre apenas na fase de interrogatório.
Na mesma audiência, também foram ouvidas duas testemunhas de Cláudio de Sá Neves, mais conhecido como ‘‘Claudinho Carioca’’, acusado de pertencer à quadrilha de ‘‘Fernandinho Beira-Mar’’. Os nomes e o conteúdo dos depoimentos da defesa de ‘‘Claudinho Carioca’’ não foram reveladas pela juíza, por ser o processo considerado segredo de Justiça. A exemplo de Alda, Neves saiu do Fórum sem falar com os jornalistas. Ao mesmo tempo, estavam sendo ouvidas as testemunhas de defesa do doleiro libanês Khaled Nawaf Aragi, em Ponta Porã (MS). Apesar de estar preso no Rio, o doleiro foi capturado pela polícia naquele Estado.
Não é a primeira vez que o advogado de Alda entra com pedido de revogação de prisão. Segundo a juíza, a defesa havia requerido o relaxamento e o pedido foi negado. Ela foi presa na Praça Mauá, no centro do Rio, em novembro, após ser citada no depoimento de uma testemunha-chave ouvida pelo Ministério Público. Dos 18 denunciados pelo MP, apenas Alda, ‘‘Claudinho Carioca’’ e o doleiro libanês foram presos.