Defesa do PT tem pouca repercussão
Curitiba - As críticas do ex-governador Anthony Garotinho ao governo Lula atingiram em cheio o ex-líder do governo na Assembléia Legislativa e um dos dirigentes estaduais do PT, Natálio Stica. Muito nervoso, Stica pegou o microfone e tentou defender os integrantes da equipe de governo do presidente da República. Em alguns momentos, disse que Garotinho estava faltando com a verdade e citou termos bíblicos para atingir o peemedebista, que diz ser evangélico.
''Lula tem ideologia sim. E mais do que isso, ele tem história. Pela intensa vontade de acertar na luta em favor dos excluídos, ele pode até ter cometido algumas falhas. A corrupção não nasceu no PT e o senhor sabe disso. Mas o nosso partido tem um diferencial: ele tem a marca de um milhão de militantes. Não é porque mil trocaram os pés pelas mãos que o partido vai morrer. Meu partido tem corruptos e eles serão limpos. O senhor não foi verdadeiro quando falou sobre o Lula e o PT. Não posso ficar calado'', disse Stica, indignado.
O deputado estadual aproveitou para dizer que espera que Garotinho continue sua carreira política no Rio de Janeiro. ''Espero muito sucesso para o senhor no Rio de Janeiro. No Brasil, não espero''. Stica recebeu poucos aplausos durante seu discurso. Entretanto, não conseguiu tirar a pose de Garotinho, que respondeu todas as críticas feitas pelo petista. ''Deve ter sido traumático para aqueles que acusavam todos os outros políticos de ladrãos. Entendo sua dor de consciência. Talvez tenha faltado com a verdade quando disse que o PT não tem marca. Tem sim. Uma estrelhinha com um biquinho de tucano. Cada dia mais o PT se parece com o PSDB'', ironizou, em tom sarcástico.
''O Lula dizia que o Fernando Henrique era um pai para os banqueiros. Ele (Lula) é a mãe. Quem ama o PT está neste momento fazendo uma auto-crítica. Tentar defender o governo agora é tolice, é meninisse. Todos erram. Temos que procurar acertar. Dizem que eu sou populista. Eu me acho popular. Mas na atualidade brasileira é muito melhor ser populista do que petista'', rebateu. A discussão foi acalmada pelo governador Roberto Requião (PMDB), que preferiu encerrar a reunião do secretariado. (L.P.)





