A defesa do prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) está tentando manter o vereador José Roque Neto (PR) na decisão da Mesa Executiva da Câmara sobre o pedido de Comissão Processante (CP) contra o pedetista, para apurar sua eventual responsabilidade em irregularidades que teriam ocorrido na área da Saúde. Cabe à Mesa Executiva decidir pelo arquivamento do pedido de CP ou pela votação do caso em plenário. Padre Roque já se manifestou contra a abertura de CP, daí o interesse da defesa de Barbosa.
No início da semana, o vereador Rony Alves (PTB) pediu suspeição do Padre Roque por ele ter participado da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Saúde, que recomendou a CP, e por ter antecipado seu posicionamento. Por conta do pedido da defesa, a reunião da Mesa Executiva, marcada para ontem para discutir a questão da CP, foi novamente adiada. O requerimento do vereador Rony Alves, assim como a manifestação da defesa de Barbosa, serão analisados pela procuradoria jurídica da Câmara, que deve se manifestar sobre o assunto até a próxima reunião da Mesa Executiva, terça-feira às 10 horas.
A defesa pretende manter o voto de Padre Roque porque, em tese, dessa forma, o processo seria arquivado. Com o voto de Padre Roque, somado ao dos dois pedetistas que integram a Mesa Executiva - Sebastião dos Metalúrgicos e Roberto Fú -, o pedido de abertura de CP não chegaria a ser votado no plenário. Além dos três, integram a Mesa o presidente Gerson Araújo (PSDB) e Rony Alves, que preferem que a decisão seja tomada pelo plenário.
Em entrevista ontem à imprensa, o advogado de Barbosa, João Gomes Filho, defende que a tese de Rony é política. ''O julgamento pode ser político na hora da votação, quando eles não precisam de fundamentação jurídica e podem fazer o que bem entendem. Mas a condução do processo é técnica. O pedido do vereador não tem razão objetiva, jurídica ou técnica.''
O advogado negou ainda que o pedido seja uma manobra para atrasar a deliberação e ameaçou entrar com uma ação judicial para suspender o processo, caso a procuradoria da Câmara resolva acatar o pedido de Rony.
''A procuradoria em momento nenhum se sentirá pressionada pela defesa do prefeito. Vou analisar a questão de forma técnica e jurídica'', comentou o procurador-geral da Câmara, Miguel Ângelo Garcia.

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