Falta de provas que indiquem a responsabilidade do prefeito e ausência de imparcialidade dos vereadores por conta das eleições municipais de 2012 são alguns dos argumentos utilizados pela defesa de Barbosa Neto (PDT) para tentar impedir a abertura de uma CP. A defesa é assinada pela advogada do pedetista, Claúdia Rodrigues.
Segundo o documento da defesa entregue à Câmara e obtido pela FOLHA, a denúncia que desencadeou o pedido da CP ''não estabelece a ligação entre os fatos narrados e o denunciado''. Não haveria, segundo a advogada, ''motivo para que a denúncia tivesse sido recebida, tão pouco motivo para que o pedido de cassação seja processado pela comissão''.
Ela também alega vício na formação da CEI. A defesa sustenta que seriam necessários cinco vereadores na investigação, e não três. ''O ideal democrático seria a formação da CEI por cinco vereadores. Será que cinco vereadores colocariam em risco a aprovação do relatório? A investigação ficou a cargo do capricho de poucos, renegando-se a proporcionalidade partidária.''
A advogada ainda considera que a CEI tem ''caráter nitidamente político''. ''A vereadora Sandra Graça (relatora da CEI) é pré-candidata ao Executivo; a vereadora Lenir (presidente da CEI) é assessora direta da candidata Márcia Lopes; o vereador Marcelo Belinati é pré-candidato também ao Executivo. Ora, se nesse panorama político atual não há tendenciosidade capaz de comprometer o julgamento do denunciado, onde haverá?'', escreve. (P.B.O.)

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