Defesa diz que prisão de empresário lembra 'tortura psicológica'
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quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Vitor Struck/Reportagem Local 
O advogado Dionísio Fábio Dalcin Mata, defesa do empresário Antônio Carlos Pagini Correia, preso na manhã desta quinta-feira (20) em operação do Gaeco realizada em Londrina, Bela Vista do Paraíso e Alvorada do Sul, informou à reportagem da FOLHA que ainda não havia tido acesso aos autos, mas que Pagini estava tranquilo com as investigações pois "nunca fez qualquer tipo de pagamento para se beneficiar ilicitamente".
O advogado também afirmou que o empresário já havia sido vítima de denúncias infundadas feitas por proprietários de empresas derrotadas em certames vencidos pelas de seu cliente. Mata lamentou a prisão e informou que iria apurar a motivação para verificar a possibilidade de entrar com um habeas corpus.
"Esta situação apresentada precisa ser melhor estudada, não vejo que está na seara da ilegalidade, me remete a prisões antigas que lembram torturas psicológicas", considerou.
Password
Em agosto deste ano, o empresário Antonio Carlos Pagini Correia também chegou a ser ouvido pela Comissão Especial de Inquérito instalada na Câmara Municipal de Londrina para apurar os fatos ilícitos trazidos pela Operação Password, do Ministério Público. Segundo o advogado, foi o próprio empresário quem acionou a Prefeitura de Londrina para esclarecer os fatos ao perceber que dívidas em IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) haviam sido apagadas do cadastro da Secretaria Municipal de Fazenda.
Há cerca de um ano ano Pagini adquiriu oito terrenos por preços bastante convidativos mesmo ciente de que existiam débitos com a Prefeitura. Posteriormente, três terrenos tiveram os débitos de IPTU apagados do sistema. Segundo o vereador Filipe Barros (PSL), presidente da CEI, o empresário afirmou ter sido vítima do "esquema" que, segundo o Ministério Público, ocasionou um deficit de cerca de R$700 mil em impostos municipais como IPTU por conta da ação de três servidores e uma ex-estagiária da Secretaria Municipal de Fazenda.
Todas estas informações já foram prestadas ao Ministério Público, e em dezembro do ano passado, antes da deflagração da Operação Password, o proprietário da empresa quitou os débitos com a Prefeitura por meio do Profis (Programa de Regularização Fiscal).


