Defesa diz que não houve desvio de finalidade
Curitiba O advogado do prefeito, Renato Andrade, disse ontem que a defesa de Cassio será tranquila. Ele alega que a Fundacen foi instituída em 1988, antes do primeiro mandato do prefeito, e que, no decorrer de sua administração, não houve qualquer desvio de finalidade. Ele disse confiar na Justiça do Paraná e não acredita que o TJ dará qualquer despacho no processo antes da diplomação de Zacharow.
Além de Cassio, no entender dos promotores, o presidente da Fundacen, Sinval Zaidan Lobato Machado, e a secretária de Recursos Humanos, Dinorah Botto Portugal Nogara, também são responsáveis diretos por todos os convênios firmados. Eles não foram encontrados pela Folha ontem.
A única denunciada que não ocupava uma posição de chefia na administração pública é a advogada Luciane Leiria, nora de Cassio. Segundo os promotores, Luciane foi contratada em janeiro de 1998 e teria exercido as funções de advogada na prefeitura e na defesa pessoal do prefeito. Eles argumentam que o fato caracteriza contratação de servidor público sem concurso, além de favorecimento pessoal por utilização de recursos públicos.
Na denúncia, os promotores questionam também o fato de que entre janeiro de 1998 até julho de 2001 não apresentou a fotocópia do seu diploma de bacharel em direito. ''Formei-me em 1997 pela PUC do Paraná e enviei meu diploma, embora os promotores talvez não o tenham encontrado'', rebateu Luciane.
Ela afirma que exercia suas funções por já possuir o diploma e a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A Folha apurou que a inscrição na OAB só foi concedida a Luciane no dia 29 de julho de 1998. (Colaborou Leandro Donatti)





