Defesa de Youssef pede anulação de provas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A defesa do doleiro londrinense Alberto Youssef entrou com um pedido de anulação das provas da operação Lava-Jato, da Polícia Federal, no Supremo Tribunal de Federal (STF), "especialmente as quebras de sigilo telefônico e telemático, bem como as buscas e apreensões".
Conforme o advogado Antonio Figueiredo Basto, o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, não poderia estar à frente das investigações do caso, pois tinha se declarado "suspeito" em 2010, em uma ação que tratava da delação premiada concedida a Youssef para que colaborasse com a Justiça em outros fatos criminosos apurados pela PF.
No pedido encaminhado ao STF, a defesa apresenta uma decisão assinada por Moro em maio de 2010, na qual o magistrado se declara "suspeito" para atuar na ação. Conforme Basto, na ocasião, a discordância da PF e do Ministério Público Federal (MPF) sobre termos da delação levou Moro, responsável pela concessão do benefício ao doleiro, a alegar "motivo de foro íntimo" para declarar-se "suspeito" de atuar no caso.
O advogado alega que o acordo de delação faz parte da origem das investigações da Lava-Jato e sustentam que, por isso, Moro não poderia mais ter atuado em nenhum dos casos investigados pela operação contra o doleiro. "Temos provas documentais que foram encaminhadas junto com o pedido ao STF. Quem é suspeito é parcial, então não pode despachar em qualquer processo envolvendo a pessoa (no caso Youssef). Agora vamos aguardar a definição da Suprema Corte", ressaltou Basto.
Ele ainda informou que requereu a soltura imediata de Youssef em caráter liminar. O pedido deve ser analisado pelo ministro Teori Zavascki. O doleiro está preso desde março na carceragem da PF em Curitiba. No último dia 19, Zavascki mandou soltar o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e suspender as oito ações penais referentes a Lava Jato. A assessoria de imprensa da Justiça Federal do Paraná informou que Moro não iria se manifestar sobre o pedido feito pela defesa de Youssef.


