A defesa do doleiro londrinense Alberto Youssef deve encaminhar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, cópia da denúncia contra seu cliente, feita em junho pela Procuradoria da República em Londrina. O advogado João dos Santos Gomes Filho questiona o fato de a denúncia da procuradoria ter o mesmo teor daquela proposta pelo Ministério Público (MP) de Londrina, em dezembro de 2000. Segundo ele, a Constituição prevê que uma pessoa não pode ser processada em duas esferas da Justiça.
‘‘Em Londrina, as justiças Estadual e Federal estão em conflito nesse caso e o STJ terá que se manifestar’’, disse Gomes. ‘‘Quando há conflito prepondera a Justiça Federal e então teremos que começar todo o processo novamente, como ouvir as testemunhas’’, acrescentou.
Nas duas denúncias, Beto Youssef é acusado de participar do desvio de R$ 120 mil da prefeitura. Além dele, estão envolvidas outras três pessoas. Mas, ao contrário do MP, o procurador Mário Ferreira Leite não pediu a prisão preventiva dos denunciados.
Por causa da denúncia do MP, Youssef teve a prisão preventiva decretada pela Justiça em dezembro de 200. Após 16 dias preso, ele obteve liminar a habeas-corpus no Tribunal de Justiça do Paraná. No dia 2 de abril, o TJ derrubou a liminar e o doleiro voltou a ser preso. Oito dias depois, ele conseguiu ser solto graças à liminar no STJ. Encaminhado cópia ao STJ, o advogado do doleiro pretende reforçar a defesa para obter o mérito do recurso.

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