Rony Alves (à frente) diz que esperava apoio eleitoral após mudança de zoneamento
Rony Alves (à frente) diz que esperava apoio eleitoral após mudança de zoneamento | Foto: Guilherme Marconi/Folha de Londrina



O advogado do vereador de Londrina afastado Rony Alves (PTB), Maurício Carneiro, vai protocolar na 2ª Vara Criminal nesta sexta-feira (9) a resposta à acusação feita pelo Ministério Público na Operação ZR-3, que investiga suposto esquema de cobrança de propinas para alterações de zoneamento.

A defesa prévia do parlamentar, com 62 paginas, pretende rebater todos os questionamentos feitos pelo MP, que denunciou Alves por organização criminosa e corrupção passiva. Em coletiva de imprensa nesta sexta, o vereador afastado negou ter recebido propina. A defesa sustenta que não há provas e que a investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) foi mal conduzida.

Na coletiva, Alves rebateu a acusação de que a frase "só não pode no final ele vir com um tapinha nas costas" – monitorada nas gravações entre ele, o denunciante do esquema Júnior Zampar e o suposto lobista Luiz Guilherme Alho – seria pedido de propina. Segundo o vereador afastado, ele quis dizer que contava com apoio da família nas futuras eleições. "Eu espero, lá na frente, que ele nos ajude através de votos."

No documento que será encaminhado à Justiça, foram arroladas oito testemunhas da defesa. A defesa prévia do ex-presidente da Casa, Mario Takahashi (PV), será apresentada na segunda-feira (12), prazo final determinado ao réu pela Justiça. Na última segunda-feira (5) as defesas prévias dos dois vereadores afastados foram apresentadas na Câmara Municipal de Londrina contra abertura de Comissão Processante.

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