Defesa de policial suspeito
quer revogação de prisão
O advogado do delegado Kyioshi Hattanda, Antônio Figueiredo Basto, iria pedir ontem à noite, no plantão judiciário do Tribunal de Justiça, em Curitiba, a revogação da prisão temporária do cliente dele. Hattanda foi afastado de suas funções e está preso há duas semanas atendendo ao pedido da CPI do Narcotráfico.
Ontem à tarde o delegado depôs por quase três horas à Promotoria de Investigações Criminais (PIC) e à delegada Leila Bertolini, do Grupo Fera (Força Especial de Repressão Antitóxicos), que preside o inquérito contra o policial, acusado de participação no crime organizado.
‘‘Ele (Hattanda) provou que não existe qualquer indício concreto para incriminá-lo e, sendo assim, não há nenhum motivo para ele continuar detido’’, analisou Basto. Leila Bertolini afirmou que o interrogatório foi ‘‘objetivo’’ e que Hattanda ‘‘se ateve a responder as perguntas, defendendo-se das acusações’’.
O empresário Hissan Hussein, acusado de ser o principal distribuidor da cocaína que seria traficada por policiais civis e que está preso na delegacia da Polícia Federal, também prestou depoimento na PIC ontem à tarde. (R.B.N)