Defesa de Pizzolato suspende extradição
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de maio de 2015
Jamil Chade, correspondente, e Andreza Matais<br>Agência Estado 
Genebra e Brasília - Um tribunal de Roma suspendeu a extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil condenado por envolvimento no mensalão, e convocou para 3 de junho uma audiência para, enfim, definir o caso. Como o estadao.com.br antecipou ontem a defesa de Pizzolato entrou com recurso contra a decisão do Ministério da Justiça da Itália, que havia autorizado a extradição do condenado. Horas depois, o Tribunal Administrativo de Roma - instância que permite aos cidadãos italianos questionarem decisões do governo, sem equivalentes no Estado brasileiro - concedeu liminar que suspende temporariamente o retorno de Pizzolato ao Brasil, o que estava previsto para ocorrer a partir de segunda-feira.
No recurso, pela primeira vez Pizzolato deixou de alegar inocência e passou a argumentar apenas que o ex-diretor teria direito a cumprir a pena de 12 anos e 6 meses de prisão na Itália, por ter cidadania do país.
O Ministério da Justiça brasileiro não foi informado oficialmente, mas deve tentar reverter a liminar. As autoridades brasileiras avaliam que o recurso de Pizzolato teve intuito meramente protelatório.


