Os advogados do prefeito Celso Pitta (PTN) entregaram ontem à Comissão Processante (CP) que analisa o pedido de impeachment as alegações finais da defesa. Em 150 páginas e 67 documentos anexos, os advogados sustentam que faltam provas na denúncia elaborada pela OAB-SP, que deu origem ao processo. Os sete membros da comissão iriam reunir-se à noite para debater o relatório. O relator da comissão, Alan Lopes (PTB), deve concluir até segunda-feira o relatório, último passo antes da votação em plenário. A votação poderá ocorrer em seguida. A aprovação do impeachment de Pitta depende do apoio de, pelo menos, 37 dos 55 vereadores, em votação secreta.
Os advogados Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Mário Sérgio Duarte Garcia alegam que as acusações foram pautadas exclusivamente nas denúncias verbais feitas pela ex-mulher de Pitta, Nicéa, e pelo filho do casal, Victor. Eles rebateram separadamente todas as 11 denúncias citadas pela OAB. Praticamente todos os argumentos já tinham sido utilizados.
As principais denúncias eram sobre o suposto suborno a vereadores, o empréstimo realizado pelo empresário Jorge Yunes, o pagamento de precatórios municipais e a viagem realizada pelo prefeito à França durante a Copa do Mundo de 1998. Na ocasião, as despesas de Pitta e sua ex-mulher teriam sido pagas por um conglomerado francês que controla uma das empresas responsáveis pelo serviço de limpeza urbana de São Paulo, a Vega Ambiental S.A.

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