Defesa de Paolicchi entra com recurso na Justiça em fevereiro
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2001
Marta Medeiros Especial para a Folha De Maringá 
A defesa do ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luis Antônio Paolicchi, irá protocolar, no Tribunal Regional Federal (TRF), em Porto Alegre, um pedido de habeas corpus só depois de terminar o recesso dos magistrados. Paolicchi é acusado em processo da Justiça Federal por sonegação fiscal, peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O ex-secretário está preso desde o dia 8 de dezembro no quartel do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Na semana passada, a defesa chegou a anunciar que iria pedir o habeas corpus, mas recuou e agora analisa novas estratégias.
Como recesso termina em fevereiro, apenas juízes substitutos estão no TRF. Segundo os advogados de defesa, o pedido com liminar para tentar tirar Paolicchi da cadeia pode ficar desgastado caso demore para ser analisado. O Tribunal Federal não segue um padrão em suas decisões, por isso, ainda estamos esperando, disse o advogado Wagner Pacheco. Se a defesa protocolasse o pedido e o habeas corpus fosse deferido, o Ministério Público Federal (MPF), em Maringá, poderia recorrer da decisão.
Caso contrário, se o pedido for negado, os advogados de defesa do ex-secretário ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STF) e, por último, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em qualquer uma destas instâncias o pedido de habeas corpus sempre estará sujeito a ser concedido e o MP Federal poderá contestar.
Além da esfera Federal, Paolicchi responde na Justiça comum, junto com o ex-prefeito de Maringá, Jairo Gianoto (sem partido) a uma ação de improbidade administrativa proposta pelo MP em outubro do ano passado. As investigações já levantaram desvios que ultrapassam R$ 30 milhões. O rombo provocado por Paolicchi na Prefeitura de Maringá pode, no entanto, passar de R$ 100 milhões.


