A defesa do ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luis Antônio Paolicchi, irá protocolar, no Tribunal Regional Federal (TRF), em Porto Alegre, um pedido de habeas corpus só depois de terminar o recesso dos magistrados. Paolicchi é acusado em processo da Justiça Federal por sonegação fiscal, peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O ex-secretário está preso desde o dia 8 de dezembro no quartel do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Na semana passada, a defesa chegou a anunciar que iria pedir o habeas corpus, mas recuou e agora analisa ‘‘novas estratégias’’.
Como recesso termina em fevereiro, apenas juízes substitutos estão no TRF. Segundo os advogados de defesa, o pedido com liminar para tentar tirar Paolicchi da cadeia pode ficar desgastado caso demore para ser analisado. ‘‘O Tribunal Federal não segue um padrão em suas decisões, por isso, ainda estamos esperando’’, disse o advogado Wagner Pacheco. Se a defesa protocolasse o pedido e o habeas corpus fosse deferido, o Ministério Público Federal (MPF), em Maringá, poderia recorrer da decisão.
Caso contrário, se o pedido for negado, os advogados de defesa do ex-secretário ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STF) e, por último, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em qualquer uma destas instâncias o pedido de habeas corpus sempre estará sujeito a ser concedido e o MP Federal poderá contestar.
Além da esfera Federal, Paolicchi responde na Justiça comum, junto com o ex-prefeito de Maringá, Jairo Gianoto (sem partido) a uma ação de improbidade administrativa proposta pelo MP em outubro do ano passado. As investigações já levantaram desvios que ultrapassam R$ 30 milhões. O rombo provocado por Paolicchi na Prefeitura de Maringá pode, no entanto, passar de R$ 100 milhões.

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