Defesa de Nassiff leva caso a órgão especial
Curitiba - A defesa do ex-diretor administrativo da AL José Ary Nassiff, solto ontem, também tentou mudar o rumo das investigações. O advogado Rogério Botelho protocolou no último dia 8 no órgão especial do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná uma reclamação na qual sustenta que o caso Ectoplasma não deveria ser tratado na Justiça de primeiro grau. Nassiff e outros dois ex-diretores da AL respondem a dois processos criminais no primeiro grau do Judiciário. Botelho alega que o envolvimento de deputados estaduais no caso leva o assunto para o órgão especial do TJ, por conta da prerrogativa de foro dos parlamentares.
O envolvimento dos parlamentares, segundo a tese da defesa, estaria comprovado na decisão do MP em processar na esfera cível o presidente da AL, Nelson Justus (DEM), e o primeiro secretário da Casa, Alexandre Curi (PMDB). Eles respondem a uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa porque, devido aos cargos que ocupam no Legislativo, também seriam responsáveis pelos atos de nomeação de servidores comissionados ''fantasmas'' descobertos pela Operação Ectoplasma. Se eles sofressem um processo na esfera criminal, eles seriam julgados pelo órgão especial do TJ.
Mas o objeto da reclamação feita ao TJ pela defesa de Nassiff deve ficar prejudicado em função da decisão do ministro José Dias Toffoli, do STF, que, entendendo conexão entre os casos Ectoplasma e Gafanhoto, já determinou a paralisação dos processos criminais que correm contra os três ex-diretores da AL. O caso Gafanhoto corre no STF justamente em função da prerrogativa de foro de um suposto envolvido no esquema, o deputado federal Hidekazu Takayama.
O desembargador do TJ Augusto Lopes Cortes é quem decidirá sobre a reclamação. Ontem, ele abriu vistas para a Procuradoria Geral de Justiça. (C.S.)





