Curitiba José Cid Campêlo, advogado de defesa do ex-secretário de Fazenda e ex-presidente da Copel Ingo Hubert, não aceita a vinculação da imagem de seu cliente ao doleiro Alberto Youssef. Hubert e Youssef foram acusados pelo Ministério Público (MP) de envolvimento no mesmo caso: a compra de créditos da Olvepar pela Copel. O MP quer que os envolvidos no caso Copel-Olvepar paguem R$ 106,9 milhões aos cofres do Paraná.
Em entrevista à Folha na tarde de ontem, Campêlo disse que seu cliente não tem nenhuma vinculação com Youssef, e que o ex-secretário não conhece o doleiro. Campêlo não revela as estratégias da defesa, e voltou a defender o direito de Hubert a foro privilegiado. Ele espera que as varas que estão com os processos declinem da competência e remetam o caso aos desembargadores do TJ. Segundo ele, a prerrogativa de foro não é para beneficiar o acusado. ''É que o caso precisa ser julgado pelo órgão competente. Cada um tem sua função'', argumentou, referindo-se a Lei 10.628/02.
Em entrevista exclusiva a uma emissora de televisão, Hubert defendeu ontem a legalidade da operação de compra dos créditos, e considerou a ação do MP violenta. ''Foi digna de regimes totalitários'', disse o ex-secretário.
Já o advogado de Youssef, Antônio Augusto Figueiredo Basto, disse à reportagem que seu cliente não participou da operação. Segundo ele, seu cliente foi ao banco, mas desistiu da operação. ''(A decretação de prisão) foi abusiva'', afirmou. Figueiredo Basto disse que o MP foi precipitado ao pedir as prisões. ''Em Curitiba se decreta prisão por qualquer motivo''. reclamou. ''Vou comunicar à Justiça que meu cliente está à disposição para esclarecer as investigações'', acrescentou.(M.D.)

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