Defesa de Gouvêa tem semana decisiva no TJ-PR
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sábado, 24 de outubro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A semana que vem deve ser decisiva para o vereador afastado Rodrigo Gouvêa (PRP) no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR): é no transcorrer dela, ainda sem data definida, que a defesa deve ingressar o agravo de instrumento para reverter o afastamento imposto pela 7 Vara Cível de Londrina, no último dia 16, e é também para quando os advogados aguardam manifestação de mérito do TJ para o pedido de habeas corpus contra a prisão preventiva do parlamentar. Gouvêa está em uma cela especial do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) há 11 dias. Ontem, novo habeas corpus foi ingressado no Tribunal pelo advogado Marcos Kaimen, de Londrina, e ao mesmo relator - desembargador Lídio Rotoli de Macedo, da 2 Câmara Criminal - que, na última terça, indeferiu liminar pela soltura do vereador.
Ontem à tarde, nem a família, nem os advogados de Londrina e de Curitiba que já ingressaram com o primeiro habeas corpus sabiam informar quais os fundamentos do novo recurso, e quem contratara Kaimen para a defesa. ''Não sabemos nem quem o contratou - talvez algum fã do Rodrigo. Definitivamente, fez isso sem nos consultar, não sabemos o porquê'', afirmou o advogado Nilton Simões. ''Foi uma surpresa. Ele entrou por livre e espontânea vontade'', completou uma das irmãs de Gouvêa, Katiane Gouvêa. A FOLHA tentou contato com Kaimen, mas ele estava com o celular desligado. Em sua residência, a esposa informou que ele estava viajando.
O afastamento de Gouvêa se deu em liminar acatada pela juíza Telma Magalhães ao pedido feito em ação civil pública de improbidade administrativa impetrada pelo Gaeco. A ação se refere à suposta contratação de assessora ''fantasma'' no gabinete do parlamentar, entre os meses de abril e junho. Já a prisão, referente ao mesmo caso, mas com o agravante de suposto constrangimento ilegal a testemunha - no caso, o ex-chefe de gabinete Sílvio Dicezar da Costa -, foi decretada pela juíza da 4 Vara Criminal de Londrina, Carla Pedalino, que, no último dia 20, indeferiu o pedido dos advogados do vereador pela revogação da medida. No mesmo dia, liminar de habeas corpus foi indeferida pelo desembargador Lídio Rotoli de Macedo, do TJ, que requereu informações à primeira instância antes de analisar o mérito.
O advogado do vereador no primeiro habeas corpus, Éverton Menegola, informou que vai aguardar a análise de mérito no TJ, semana que vem, antes de decidir se ingressa ou não com pedido de haberas corpus no Superior Tribunal de justuça (STJ). Menegola não quis comentar a manifestação de amigos e familiares do vereador, na véspera, na Câmara e em frente ao Fórum, cobtra uma suposta demora na decisão de soltura. ''Não tenho informação para dar quanto a isso - essa não é uma questão jurídica'', encerrou, contrariado.
Já o advogado Gustavo Severo, que cuida do agravo que tentará reverter na esfera cível o afastamento, declarou que, agora decorrido prazo para ingresso da medida, deve interpô-la no início da semana que vem. ''Nossa primeira preocupação é obter a liberdade dele, mas esse agravo o tentará levar de volta também ao mandato - aonda que o suplente já tenha assumido'', disse.


