Defesa de Gianoto tenta atrasar os trabalhos da CP
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
Os advogados do prefeito afastado de Maringá, Jairo Gianoto (sem partido), pretendem usar todos os expedientes legais para prorrogar os trabalhos da Comissão Procesante (CP) da Câmara de Vereadores. O prazo para entrega da defesa escrita e indicação das testemunhas se encerra hoje, às 18 horas. Gianoto, que pode ter seu mandato cassado, é acusado de envolvimento no desvio de recursos municipais junto com o ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi e outros três servidores.
O prazo de entrega da defesa havia se encerrado na sexta-feira, mas foi prorrogado porque os advogados de Gianoto descobriram uma brecha no trabalho da CP. Com a defesa em mãos, os vereadores terão cinco dias para decidir pelo arquivamento ou não do processo. A maior preocupação é com o tempo. Instalada no dia 13 de novembro, a CP tem menos da metade do tempo normal de trabalho de uma comissão (90 dias). Mas vamos chegar à votação em plenário, prevê o vereador Aldi Cezar Mertz, presidente da comissão.
Hoje, o Movimento em Defesa do Patrimônio Público volta a promover um ato em frente à Câmara, antes da sessão das 20 horas. Os coordenadores do movimento informam que será realizado um panelaço para mostrar que a corrupção também tira a comida da panela do trabalhador. Os atos às terças-feiras têm reunido cada dia mais gente e, de acordo com o advogado Alberto Abrão Wagner da Rocha, isso mostra o descontentamento das pessoas.
Gianoto, Paolicchi e os servidores Jorge Aparecido Sossai, Rosimeire Castelhano Barbosa e Waldemir Ronaldo Corrêa respondem a ação por improbidade administrativa pelo desvio de R$ 3,1 milhões. O prefeito foi afastado judicialmente do cargo e deixou o PSDB para não ser expulso.


