Os advogados do prefeito afastado de Maringá, Jairo Gianoto (sem partido), pretendem usar todos os expedientes legais para prorrogar os trabalhos da Comissão Procesante (CP) da Câmara de Vereadores. O prazo para entrega da defesa escrita e indicação das testemunhas se encerra hoje, às 18 horas. Gianoto, que pode ter seu mandato cassado, é acusado de envolvimento no desvio de recursos municipais junto com o ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi e outros três servidores.
O prazo de entrega da defesa havia se encerrado na sexta-feira, mas foi prorrogado porque os advogados de Gianoto descobriram uma brecha no trabalho da CP. Com a defesa em mãos, os vereadores terão cinco dias para decidir pelo arquivamento ou não do processo. A maior preocupação é com o tempo. Instalada no dia 13 de novembro, a CP tem menos da metade do tempo normal de trabalho de uma comissão (90 dias). ‘‘Mas vamos chegar à votação em plenário’’, prevê o vereador Aldi Cezar Mertz, presidente da comissão.
Hoje, o Movimento em Defesa do Patrimônio Público volta a promover um ato em frente à Câmara, antes da sessão das 20 horas. Os coordenadores do movimento informam que será realizado um ‘‘panelaço’’ para mostrar que a corrupção também tira a comida da panela do trabalhador. Os atos às terças-feiras têm reunido cada dia mais gente e, de acordo com o advogado Alberto Abrão Wagner da Rocha, isso ‘‘mostra o descontentamento das pessoas’’.
Gianoto, Paolicchi e os servidores Jorge Aparecido Sossai, Rosimeire Castelhano Barbosa e Waldemir Ronaldo Corrêa respondem a ação por improbidade administrativa pelo desvio de R$ 3,1 milhões. O prefeito foi afastado judicialmente do cargo e deixou o PSDB para não ser expulso.

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