Defesa de ex-diretor da Petrobrás tenta impedir transferência para o PR
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sexta-feira, 21 de março de 2014
Agência Estado 
Os advogados do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa estão tentando impedir sua transferência para Curitiba (PR). Segundo Fernando Fernandes, advogado de Costa, o ex-diretor está preso na sede da Polícia Federal (PF) no Rio, mas o órgão decidiu transferi-lo porque o inquérito da Operação Lava Jato corre na Superintendência do Paraná. A operação investiga organizações criminosas que atuam na lavagem de dinheiro e poderiam ter movimentado R$ 10 bilhões. A PF acusa Costa de tentar destruir evidências que poderiam ser utilizadas na investigação.
"Entramos com uma petição informando que nosso cliente já prestou dois depoimentos na PF do Rio e ficará em silêncio até ser solto. Queremos evitar que se gaste o erário com a transferência", disse Fernandes ao Estado.
O ex-dirigente foi interrogado pela PF, nessa quinta-feira, 20, quando foi preso, por suspeitas de "tentativa de destruição e inutilização de documentos que poderiam servir de prova nas investigações" da operação. Segundo os advogados, Costa também prestou depoimento na segunda-feira, 17, dia em que a Lava Jato foi deflagrada e ele ainda estava solto.
A defesa nega que Paulo Roberto Costa tenha tentado destruir provas. "Seria impossível haver tentativa de destruição de documentos porque ele não fez contato com ninguém", disse Fernandes.
O acusado está em prisão temporária de cinco dias. Os advogados deram entrada com um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, que também responde pelo Paraná. Segundo Fernandes, a transferência é uma decisão administrativa. Por isso, a petição foi encaminhada ao delegado da PF no Rio.
Costa era diretor da Petrobrás quando a operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi realizada. Como divulgou o Estado, ele foi um dos responsáveis por elaborar o relatório técnico, considerado "falho" pela presidente Dilma Rousseff, que participou da decisão como presidente do Conselho de Administração da estatal. O negócio foi prejudicial para a empresa, como revelou o Estado em julho de 2012.


