Defesa de delator acusa CPI de intimidação
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quinta-feira, 30 de julho de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba Nas alegações finais no processo que apura o pagamento de propinas na compra de dois navios-sonda pela Petrobras, o advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende o executivo e ex-representante da Toyo-Setal Julio Camargo, criticou os ataques a seu cliente por pessoas que se utilizam de "moral de gangue". Em interrogatório, Camargo afirmou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu a ele US$ 5 milhões em propina. O delator afirmou que temia por sua segurança e de sua família. Cunha, no entanto, nega veemente a acusação. Figueiredo Basto assumiu a defesa de Júlio Camargo após a advogada Beatriz Catta Preta renunciar. "A idoneidade da colaboração deve ser avaliada por todo conjunto de elementos trazidos pelo colaborador, que demonstra que não houve arranjos ou conchavos para harmonizar versões e criar uma falsa imputação", ressaltou Basto. Ele levantou suspeitas sobre a utilização da CPI como tentativa de interferir nas investigações da Lava Jato. Integrantes da CPI são da mesma legenda de Cunha, como o presidente Hugo Motta (PMDB-PB) e Celso Pansera (PMDB-PB). "Está em vigor a moral da gangue, que acredita triunfar pela vingança, intimidação e corrupção."


