Defesa de Cassio tenta barrar Caixa 2
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quinta-feira, 15 de agosto de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba A equipe que defende o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), entregou um recurso ontem à 1 Zona Eleitoral para impedir que os autos do Caixa 2 sejam incluídos em outro processo que corre contra o pefelista, por abuso de poder. O pedido de inclusão foi feito pelo promotor Valcir Natalino da Silva, do Ministério Público Eleitoral.
O processo contra Cassio, por abuso de autoridade, partiu da Coligação Curitiba Vida Melhor, encabeçada pelo PT, que perdeu as eleições de 2000 para Cassio. No início daquele ano, a coligação alegou que servidores públicos teriam sido usados para pedir votos para Cassio. No processo são citados também Beto Richa (PSDB), vice-prefeito da Capital e candidato ao Palácio Iguaçu, e o governador Jaime Lerner (PFL).
Em novembro de 2001, o caso Caixa 2 veio à tona. O MP estima que Cassio teria deixado de declarar à Justiça Eleitoral R$ 17 milhões. Hoje, o caso corre no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Tanto o MP quanto a Polícia Federal encontraram indícios que levam a crime eleitoral.
''São assuntos diferentes, que não devem ser misturados'', afirma o advogado que representa Cassio no processo por abuso de poder, Olivar Coneglian. Ele entende que o MP Eleitoral não poderia pedir a inclusão do Caixa 2 no outro processo, porque teria conotação política. Já o promotor defende a tese de que é possível somar-se uma denúncia de abuso de poder econômico a uma ação já existente de abuso de poder político ou de autoridade.


