O comitê do PFL apresentou ontem na 1 Zona Eleitoral a sua defesa no recurso impetrado pelo promotor Valclir Natalino da Silva, no dia 14 de novembro. Em seu recurso, o promotor solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que altere a sentença do juiz Espedito Reis do Amaral, que considerou boas as prestações de contas do comitê na campanha de reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi. As contas de Cassio são alvo de investigação do Ministério Público, que suspeita da existência de um caixa 2. O PFL teria omitido na prestação de contas cerca de R$ 28 milhões oficialmente o partido declarou R$ 2,8 milhões.

Agora, o processo segue para o plenário do TRE, onde um relator será designado para acompanhar o caso. Após a elaboração do relatório, o parecer voltará ao promotor para que dê o parecer do Ministério Público (MP). Só então o recurso será julgado pelos juízes do TRE.

Segundo o presidente do órgão, desembargador Pacheco Rocha, a tramitação no TRE deve ser breve. ''Atualmente, o tribunal conta com os recursos necessários para dar agilidade aos processos'', afirmou.

Os promotores também acreditam que a investigação sobre a existência ou não de um caixa 2 pode durar menos do que o esperado. Da lista de 131 pessoas elaborada pelos promotores, baseada em nomes citados nos documentos entregues pelo PMDB, muitos depoimentos podem ser desnecessários. ''Alguns testemunhos podem cancelar a necessidade de outros'', afirmou o promotor José Geraldo Gonçalvez. ''Podemos dizer que as investigações estão prosseguindo em um ritmo acelerado pelo trabalho conjunto dos nove integrantes do Núcleo (de Proteção ao Patrimônio Público).''

O diretório municipal do PMDB continua divulgando documentos sobre o caso. Ontem, o diretório enviou uma lista à Folha com o nome de doadores que aparecem na prestação de contas oficiais ao TRE, mas não figuram no livro-caixa reconhecido pelo tesoureiro de Cassio, Francisco Paladino, como sendo autêntico.

Segundo a assessoria do partido, a lista pode indicar que haveria outro comitê financeiro trabalhando paralelamente. No dia 8 de outubro, Requião declarou ter recebido informações de que haveria um ''comitê sindical'', que também teria movimentado verbas não declaradas ao TRE.

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