Defesa de Boca Aberta pede suspeição de cinco vereadores
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quarta-feira, 05 de julho de 2017
Guilherme Marconi<br>Reportagem Local 

A defesa do vereador Emerson Petriv (PR), Boca Aberta, entrou com um mandado de segurança na Justiça pedindo a suspeição de cinco vereadores durante a votação da admissibilidade da denúncia que pode levar à abertura de uma Comissão Processante na Câmara Municipal de Londrina. O pedido protocolado nessa quarta-feira (5) deve ser analisado hoje pelo juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública, Emil Tomás Gonçalves.
A intenção do advogado Elias Chagas Neto é impedir que os vereadores Jamil Janene (PP), Junior Santos Rosa (PSD), Roberto Fu (PDT), Rony Alves (PDT) e Vilson Bittencourt (PSB) participem da votação. Todos têm processo contra Boca Aberta e existe a dúvida se seriam imparciais na votação. São três processos na esfera criminal, um na cível e outro na própria Câmara.
Segundo análise feita pelo procurador jurídico da Câmara, Miguel Aranega Garcia, não há impedimento de nenhum vereador para votação. Isso porque não partiu dos parlamentares a denúncia contra Boca Aberta. A representação contra ele foi protocolada em 28 de março pela enfermeira Regina Amâncio, que relata que o vereador teria cometido estelionato ao pedir dinheiro pela internet sob falsos argumentos para supostamente pagar um multa eleitoral no valor de R$ 8 mil.
A leitura da denúncia será a primeira pauta da sessão desta quinta-feira (6) na Casa. Na sequência, Boca Aberta terá 15 minutos para fazer a defesa (tempo que pode ser dividido com advogado). Para ser aberta uma investigação pela CP, serão necessários 13 votos dos 19 parlamentares, ou 2/3 dos presentes, caso contrário o processo é arquivado. Se tiver quórum favorável, na sequência, são sorteados os três membros que irão compor a Comissão e definidos o presidente e o relator do processo que terá o prazo de 90 dias para concluir a investigação.
SEGURANÇA
De acordo com a assessoria da Câmara, nenhum esquema especial de segurança será organizado para votação de hoje. O cidadão que quiser se manifestar terá acesso às galerias do Legislativo. Apenas terá um controle mais restrito ao plenário, onde só servidores, assessores parlamentares, vereadores e a imprensa credenciada poderão ter acesso.
"Toda a manifestação é bem-vinda, tudo vai depender dos ânimos, mas qualquer tipo de excesso será advertido", explicou o presidente da Casa, Mario Takahashi (PV). Takahashi pretende tomar toda cautela durante o processo para evitar qualquer nulidade: "Vamos cumprir todas as ordens legais".
Nas redes sociais, Boca Aberta movimenta eleitores para preencherem as galerias para impedir abertura da CP que pode levar à cassação do seu mandato. "Estamos mobilizando o povo que simpatiza com a gente. Não dá para prever qual será o tamanho dessa manifestação voluntária", declarou Boca Aberta. Ele não acredita que seus pares irão votar pela abertura da CP. "Não tenho nada contra os novatos, são apenas cinco vereadores que não querem nossa presença na casa", disse. "Além do mais, não há crime algum em fazer uma 'vaquinha' na internet."


