Tão logo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) definiu a data (29 de março) e o calendário do novo segundo turno para Londrina, o advogado de Antonio Belinati (PP), Eduardo Franco, declarou que vai entrar ainda esta semana, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com uma medida judicial para suspender a decisão de ontem até que o processo de candidatura tenha o mérito analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ontem à noite e hoje, o assunto nortearia uma reunião entre o advogado, Belinati e lideranças do PP.
Segundo Franco, o argumento da ação é ''o desrespeito do TRE do Paraná à Suprema Corte do País''. A referência feita ao Supremo considera a não apreciação de recurso extraordinário, no STF - portanto, a falta do trânsito em julgado -, contra a cassação de registro de candidatura imposta pelo TSE, ao ex-prefeito, na madrugada de 20 de dezembro, por cinco votos a um. A apelação ao Supremo, contudo, só pode ser feita uma vez publicado o acórdão com a decisão do Tribunal, medida que é aguardada para o início de fevereiro.
''Queremos que se respeite a posição do STF, que ainda nem sabemos qual é, e que esta seja aguardada - até mesmo para que a população de Londrina não tenha de comparecer a uma eleição possivelmente sem nenhum valor, posteriormente'', argumenta.
Indagado sobre os riscos de demora na análise do futuro recurso ao Supremo, o advogado afirmou trabalhar com a hipótese de pelo menos três meses de tramitação. ''Claro que a gente sabe que pode ser mais tempo que isso, mas seria um dano gigantescamente maior à população e aos candidatos haver esse novo segundo turno - haveria um custo pessoal, financeiro e social, e tudo isso não valer para absolutamente nada. Londrina está instável, mas não está um caos - e está em voga uma eleição, não uma festinha que, depois, pode perder toda a validade.''
Já Belinati, em entrevista por telefone, preferiu não confirmar nem descartar participação na campanha do novo segundo turno. Em outubro, quando disputou a segunda etapa com Luiz Carlos Hauly (PSDB), um dos grandes apoiadores do ex-prefeito foi o agora candidato Barbosa Neto (PDT).
''Tenho confiança nos ministros do Supremo. Fui eleito pelo povo, de maneira soberana, e mesmo os ministros do TSE que me julgaram e que estão agora no STF fizeram várias ressalvas à minha condenação'', disse. Hoje, são completados três meses desde a cassação imposta a Belinati, no TSE, exatos dois dias após a vitória do ex-prefeito no segundo turno, com pouco mais de 138 mil votos.

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