A defesa do vereador Paulo Arildo (PSDB) protocolou no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) recurso de apelação contra a decisão de primeira instância que, no último dia 28, o condenou à perda do mandato e à suspensão dos direitos políticos por dez anos. A decisão, assinada pelo juiz da 10 Vara Cível de Londrina, Álvaro Rodrigues Junior, se referiu à suposta divisão de salário dos assessores que trabalhavam com o tucano e condenou também a esposa do parlamentar, Valéria Cristina de Oliveira Domingues.
Conforme a decisão de setembro, com base em ação civil pública de improbidade administrativa proposta pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Arildo teria se valido do cargo para exigir que os então assessores Paulo Sérgio de Brito, Edson Luiz Barato, Edézio Viana da Silva e Izabella Ariane Faiad repassassem a ele parte de seus salários ''como condição (implícita) da manutenção de suas nomeações aos cargos em comissão''. Além do mandato e dos direitos políticos, a sentença ainda determinou o ressarcimento dos danos aos assessores no valor de R$ 16.480.
De acordo com o advogado do parlamentar, Dely Dias Neves, a apelação ao TJ é uma tentativa de reanálise do mérito ''com base na prova, como um todo''. ''Estamos mostrando que as provas carreadas aos autos não têm embasamento nem comprovação; mesmo os depoimentos prestados em juízo pelas testemunhas de acusação, a cada momento, o foram de formas diferentes, há várias contradições'', disse.

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