O advogado Guilherme Gonçalves, que defende o ex-prefeito cassado de Rolândia Johnny Lehmann (PTB), contesta a versão do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, Jucimar Novochaklo, de que as custas da eleição suplementar do último domingo seriam custeadas pelo político. Segundo Gonçalves, a minirreforma eleitoral sancionada em setembro pela presidente Dilma Rousseff (PT) reverte as expensas para a Justiça Eleitoral.
No domingo, o presidente do TRE informou que o custo estimado do pleito extratemporal, que elegeu o médico Luiz Francisconi Neto (PSDB) prefeito para o próximo ano, seriam cobrados de Lehmann. Porém, a minirreforma eleitoral modificou o artigo 224 da Lei Eleitoral, revogando a atribuição ao político cassado e atribuindo, em seu parágrafo 4º, as custas à Justiça Eleitoral.
Para o advogado, como a norma envolve questões processuais, deve ter aplicação imediata em ações já em curso.
Procurada, a assessoria do TRE afirmou que o processo deve partir da Justiça Eleitoral de Rolândia, mas que deve seguir as novas normas.

CASSADO

Ao contrário do que foi informado na edição de segunda-feira, Johnny Lehmann teve o mandato cassado por abuso dos meios de comunicação, mas foi absolvido da denúncia de abuso de poder econômico.

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