Defesa argumenta que MP não pode investigar
Curitiba - O ex-diretor Aldo de Almeida Júnior disse à Folha ontem que vai recorrer da decisão assim que receber a intimação. ''Respeito a decisão do juiz. Tenho assegurado o direito de apelar em liberdade'', comentou, acrescentando que há falta de provas contra ele.
A defesa de Almeida Júnior, em suas alegações finais à Justiça Federal, considera que a denúncia é ''inepta, não descrevendo a conduta especificamente imputada ao acusado'', que o acusado não pode responder ao processo tão somente porque ocupou a Diretoria de Câmbio do Banestado, que o acusado não era responsável pelo cumprimento das normas de abertura, manutenção e movimentação das contas correntes, atribuição esta do Diretor de Operações, entre outros argumentos.
Já a defesa de Alaor Alvim Pereira, conforme cita a sentença, argumenta, de forma geral, que o MP federal não tem legitimidade para realizar diretamente investigação criminal, que houve desigualdade de tratamento entre acusação e defesa e que o acusado fazia o possível para impedir e coibir práticas ilícitas. Gabriel Pires Neto é colaborador da Justiça, e sua defesa não fez alegações finais, conforme observado na sentença de Sérgio Moro. A Folha não conseguiu contato com Pires Neto ou com sua defesa ontem.
Foram absolvidos por insuficiência de provas para uma condenação criminal o ex-presidente do Banestado Domingos Tarso Murta Ramalho, o diretor Sérgio Elói Druszcz, os gerentes do Banestado em Foz do Iguaçu Adelar Felipetti e Wolney Dárcio Oldoni, e os gerentes do Banestado em Nova York Ércio de Paula dos Santos e Valdir Antônio Perin. (M.D.)





