O advogado João dos Santos Gomes Filho vai apresentar hoje ao Tribunal de Justiça (TJ) um habeas corpus em favor do empresário Alberto Youssef, que está preso no 3º Distrito Policial. Segundo o advogado, Youssef é primário, tem bons antecedentes e ‘‘não é bandido’’. ‘‘Notem uma coisa, é a primeira prisão que sai no escândalo AMA-Comurb se não me falha a cansada memória e a pessoa que foi presa não teve absolutamente nada a ver com os desvio das verbas’’, ironizou.
Gomes Filho alegou que Youssef colaborou com as investigações do Minstério Público e informou quem depositou em sua conta pessoal um cheque de R$ 50 mil procedente da empresa Esteio, também acusada de participar de licitações fraudulentas na Comurb. O advogado disse que não iria analisar a ação dos promotores. ‘‘Porque o que eu iria dizer iria desagradar os membros do Ministério Público’’, justificou.
Segundo o advogado, a história recente está marcada por situações apressadas que depois acabam se revertendo. ‘‘Gostaria que essa celeridade e esse zelo demonstrando em desfavor de Alberto Yussef, meu amigo, se estendessem pelas demais ramificações do escândalo AMA-Comurb. Gostaria também que esse zelo desmedido, essa procura insana por trazer preso pra que a imprensa veja e que o mundo saiba em desfavor de Alberto Yussef, se estendesse ao Zé das Couves’’, criticou.
Ao ser questionado se os pedidos de prisão eram uma resposta aos que diziam que as investigações sobre o escândalo AMA-Comurb não estavam surtindo efeito, o promotor Bruno Galatti afirmou que a Justiça ‘‘tem seu tempo’’ e as pessoas ‘‘precisam passar a acreditar nas instituições’’ do País. ‘‘O tempo da impunidade já passou. Nós apenas temos que cumprir a lei e agir de acordo com a lei. No tempo certo todos terão respostas do poder judiciário e do MP’’, afirmou.

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