O Instituto Federal do Paraná (IFPR) defende a permanência do ex-deputado federal pelo PT Irineu Colombo como reitor até junho do ano que vem. Por meio de nota enviada à redação pela assessoria de comunicação, o instituto cita o decreto da presidência da República de junho de 2011, que "é claro ao determinar que o mandato tem a duração de quatro anos". O entendimento contraria o do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Paraná (Sindiedutec), que organizou manifestações anteontem em Curitiba, Londrina, Palmas e Umuarama, cobrando a saída de Colombo no próximo dia 30 de abril.
Colombo se reuniu ontem na sede da reitoria com uma comissão formada por professores, técnicos administrativos e estudantes do campus Curitiba, onde apresentou documentos que, segundo ele, legitimam a permanência no cargo. Quanto às críticas do sindicato à gestão de Colombo, o IFPR também afirmou que "devem ser encaminhadas à Ouvidoria e à Comissão de Ética, instâncias que têm como dever dar encaminhamento e apurar, à luz da legislação, todas as solicitações que chegam até elas".
De acordo com o sindicato, Colombo assumiu a reitoria para encerrar o mandato iniciado pelo ex-reitor, Alípio Leal, depois que este deixou o cargo para assumir a Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Colombo foi eleito em 2011 e em agosto do ano passado foi afastado judicialmente do cargo por cinco meses, depois que a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Sinapse, com a prisão de 18 pessoas, por suspeitas de desvios de R$ 6 milhões em convênios com Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips). A Operação Sinapse também resultou na saída de Alípio do governo do Paraná.

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