Decreto retira nome de Sarney de escolas
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Daniele Belmiro<br>Folhapress 
São Paulo - Sete escolas estaduais do Maranhão batizadas em homenagem ao ex-presidente José Sarney tiveram os nomes alterados por um decreto assinado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). No total, o nome de 37 escolas que homenageavam pessoas vivas foram trocados por nomes de professores, políticos, religiosos e poetas que já morreram, como os ex-deputados João Evangelista e Júlio Monteles. Três escolas com o nome da filha de Sarney, a ex-governadora Roseana Sarney, e uma com o da mulher dele, Marly Sarney, também perderam as homenagens.
O decreto foi publicado no "Diário Oficial do Estado" em 14 de janeiro. A medida promovida pelo governador está prevista na lei federal 6.454, de 1977, que proíbe a atribuição de nomes de pessoas vivas a bens públicos em todo o território nacional.
Há um ano, quando assumiu o governo do Maranhão, Dino assinou um decreto que proibia que bens públicos do Estado recebessem o nome de pessoas vivas ou responsabilizadas por violações aos direitos humanos durante o regime militar. No caso das pessoas vivas, a medida não era retroativa, de modo que Sarney continuava a dar nome a pelo menos 160 escolas do Maranhão, além de bibliotecas e obras viárias em todo o Estado. Com o novo decreto, nomes de outros políticos ainda vivos foram apagados da fachada de centros de ensino. O poeta maranhense e membro da Academia Brasileira de Letras Ferreira Gullar também deixou de ser homenageado.


