Cerca de 800 funcionários comissionados que não integram o quadro geral dos servidores, mas que prestam serviços para o governo do Estado, receberão um aumento salarial de 137,64% no final do mês. O governador Jaime Lerner (PDT) baixou um decreto na última quinta-feira garantindo o benefício. A medida já foi encaminhada pelo Palácio Iguaçu para a publicação no Diário Oficial e é retroativa ao mês de abril.
Um diretor geral, por exemplo, que hoje recebe cerca de R$ 1,5 mil bruto por mês passará a perceber, a partir de agora, R$ 3,7 mil - o mesmo que estaria ganhando um funcionário de carreira detentor da mesma função. O entendimento do governo é que o comissionado, que geralmente é indicado por critérios políticos para exercer funções de confiança do governador, tem o mesmo direito salarial que o servidor do quadro.
O chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, confirmou o aumento dado pelo governo aos comissionados ontem. Segundo ele, o acréscimo, que será pago através de encargos especiais, atinge os funcionários com cargos DAS e C. Gionédis informa também que o aumento vai representar um impacto de 0,25% sobre a folha de pagamento.
Levando-se em conta que o governo gasta uma média mensal de R$ 250 milhões com os salários dos servidores - de acordo com os dados fornecidos pela Secretaria da Administração - o aumento vai representar um impacto sobre os cofres públicos de aproximadamente R$ 625 mil. ‘‘Esses valores não comprometem as finanças do Estado’’, garante o secretário.
Gionédis não acredita numa repercussão negativa da medida junto ao quadro geral. ‘‘Eles serão os próximos. O governo está fazendo correções salariais por setores’’, se antecipa o chefe da Casa Civil que evita classificar o aumento de 137,64% como reajuste. ‘‘Foi apenas uma equiparação salarial para acabar com a distorção que havia entre os funcionários que integram e os que não integram o quadro’’, defende.

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