Decreto 'oficializa' trabalho de policiais nas unidades do Gaeco
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quinta-feira, 01 de março de 2012
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O decreto que formaliza a participação de policiais civis e militares nos trabalhos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi assinado ontem pelo governador do Paraná Beto Richa (PSDB), pouco mais de um ano depois que a situação desses profissionais ficou vulnerável dentro do órgão. Na ocasião, o governo estadual havia assinado um outro decreto pedindo o retorno de todos os policiais militares às suas funções originais, para garantir mais policiais nas ruas. A novidade do documento assinado ontem é que o trabalho conjunto entre Executivo e Gaeco vai contar, além da Secretaria de Estado da Segurança Pública, com auditores da Secretaria de Estado da Fazenda, o que pode proporcionar avanços na investigação de crimes tributários e situações de lavagem de dinheiro.
A assinatura do decreto era aguardada pelo Gaeco, uma vez que garante a legalidade do trabalho dos profissionais no órgão. Agora, o grupo pode se debruçar nas investigações sem se preocupar com questões secundárias, avalia o coordenador do Gaeco no Paraná, Leonir Batisti. ''Abre-se a oportunidade de um trabalho em conjunto, mais completo. O decreto institucionaliza a cooperação e diz que é uma política de governo para fins de segurança pública, dando mais tranquilidade aos policiais'', afirma Batisti. Segundo ele, são entre 30 e 40 policiais que atuam no Gaeco de todo o Estado.
Os núcleos do Gaeco - em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Guarapuava - terão acesso direto a sistemas de dados, informações e documentos não protegidos por sigilo legal. Com a formalização do documento, o Gaeco passa a ter estrutura jurídica no âmbito do Executivo, o que já tinha no Ministério Público (MP). A indicação dos policiais e agentes será feita pelo MP e sua designação nominal ficará a cargo dos secretários estaduais das duas pastas envolvidas na parceria.
Em 2011, depois da preocupação inicial que surgiu com a decisão do governo de chamar todos os policiais emprestados a outros órgãos, Beto Richa assegurou ao MP a manutenção dos policiais no Gaeco e disse que não havia nada específico para retirar esses profissionais do grupo, mas sim uma orientação geral para fazer retornar aqueles que estavam em outros poderes ou em desvio de função.


