Decreto de porte de armas atende vontade popular, reafirma presidente
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segunda-feira, 13 de maio de 2019
Thaís Barcellos e Daniel Galvão - Agência Estado 
Ao defender o decreto de porte de armas assinado na última semana, o presidente voltou a dizer que está apenas atendendo a vontade popular e respeitando o direito legítimo de defesa pessoal do cidadão. "Eu, por exemplo, como homem, tenho que defender a minha mulher. Sei que se um homem entrar na minha casa é para barbarizar, então, é para meter chumbo mesmo", defendeu. "Se alguém entrar na sua casa, tem que descarregar nele", aconselhou.
No decreto assinado na última terça-feira (7) o governo facilitou o porte de armas de fogo para caçadores, atiradores esportivos, colecionadores e praças das Forças Armadas, mas também para caminhoneiros, políticos, advogados, residentes de área rural, profissionais da imprensa que atuem na cobertura policial, conselheiro tutelar e profissionais do sistema socioeducativo.
PREOCUPAÇÃO COM O TURISMO
O presidente ainda classificou o turismo brasileiro como vexatório. "O turismo nosso é vexatório, tendo em visto que somos os primeiros do mundo em belezas naturais", disse, questionado sobre o número de turistas que visitam o País por ano.
Bolsonaro creditou o baixo volume de turistas no Brasil à violência e a problemas de legislação ambiental. Em relação à questão da segurança, disse que muito pode melhorar com o projeto anticrime do ministro da Justiça Sérgio Moro, mas que a tramitação está demorada no Congresso. Já sobre a questão ambiental, voltou a comparar a baía de Angra dos Reis (RJ) a Cancún, no México, e disse que não se pode desenvolver o turismo na região porque "xiitas ambientalistas" a colocaram como estação ecológica.
O presidente afirmou que, se depender só dele, pode editar um decreto para revogar essa estação ecológica, mas que depois a medida teria que passar pelo Congresso para confirmação.
"A questão da violência pode ser resolvida com medidas mais rígidas, como as propostas no pacote anticrime. Muita coisa tem que ser feita e passa pelo Congresso", resumiu.
Em relação à situação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que é acusado de integrar um esquema de laranjas em Minas Gerais, disse que, se houver algo mais "robusto" contra ele, tomará as devidas providências, mas que não pode agir só com acusações, porque, senão, teria que demitir todos. Bolsonaro elogiou o trabalho do ministro. O presidente lembrou que Álvaro Antônio sugeriu o fim da reciprocidade em pedidos de visto de países como Estados Unidos, do Canadá, da Austrália e de outros países ricos entrem no Brasil sem visto. (T.B. e D.G./AE)


