AssunçãoO juiz criminal Jorge Bogarín decretou a prisão do ex-presidente do Paraguai Raúl Cubas no processo pela morte de sete manifestantes na praça do Congresso, em março de 1999, informaram fontes judiciais ontem. Bogarín baseou sua decisão no ‘‘perigo de obstrução à justiça’’. ‘‘O processo está na etapa de investigação em relação ao processado. Este juizado considera conveniente dispor a ordem de prisão preventiva’’, expressou o magistrado, que negou o pedido da defesa de prisão domiciliar para Cubas, feito sob a alegação de que este se apresentou voluntariamente à justiça.
O ex-presidente está preso na sede da Primeira Divisão de Infataria.
Cubas regressou ao Paraguai em 21 de fevereiro passado, depois de permanecer exilado três anos em Curitiba, no Brasil, e se apresentou a Bogarín.
Ele também é processado por um suposto desvio de fundos reservados da presidência do Paraguai, em um total de 400.000 dólares, durante sua curta gestão, assim como pela libertação de seu mentor político, o ex-general Lino Oviedo, algumas horas antes de sua renúncia em 28 de março de 1999, quando foi condenado pela justiça militar por uma suposta tentativa de golpe em 1996.
Assim como Oviedo, o ex-presidente é acusado pelo governo do presidente Luis González Macchi do assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, em 23 de março de 1999, que acabou resultando na morte dos sete manifestantes, três dias depois, e em sua renúncia ao cargo.
O governo paraguaio tentou extraditar Oviedo, que também se encontra no Brasil, mas a ordem foi negada pela justiça desse país em dezembro passado.
González Macchi sucedeu Cubas na presidência em sua qualidade de titular do Senado, e a Suprema Corte de Justiça o habilitou a concluir o mandato em 2003.

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