Declarações visam adiar investigação, diz Ricardo Barros
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sábado, 24 de fevereiro de 2001
Lucinéia Parra De Maringá 
O deputado federal Ricardo Barros (PPB) divulgou nova nota à imprensa, ontem, repudiando a estratégia dos advogados de defesa do ex-secretário de Fazenda da Prefeitura de Maringá, Luis Antônio Paolicchi. Segundo Barros, Paolicchi mudou as declarações no segundo depoimento para tentar envolver terceiros e com isso adiar o término das investigações. Ele diz que todas as denúncias são referentes ao ex-secretário de Fazenda da administração dele, Ayrton Furlaneto e que ele, como prefeito de Maringá, não conhecia e não foi beneficiado pelo eventual envolvimento de Furlaneto e Paolicchi.
Barros não acredita que o esquema tenha surgido em 1989, já que a conta bancária onde foram depositados os cheques desviados da prefeitura, foi aberta no ano de 1986. Barros cita o depoimento do ex-prefeito Said Ferreira, que declarou à imprensa que os desvios começaram no mandato dele, em 1983.
O deputado estadual Ricardo Maia (PPS) também informou que não recebeu qualquer ajuda financeira de Paolicchi. Maia alega que não teve nenhum vínculo político com a administração municipal anterior. Os recursos utilizados na campanha, conforme Maia, foram doações de amigos, familiares e empresários, declaradas na Justiça Eleitoral.
A deputada Serafina Carrilho (PL) acentuou, em nota à imprensa, que durante sua campanha não recebeu qualquer tipo de ajuda de Gianoto. Ela diz que contraiu empréstimo bancário para custear as despesas e que só depois de eleita contou com a ajuda de Gianoto, que pagou o débito bancário. A deputada observa, porém, que não tinha conhecimento da origem do dinheiro.


