Declarações têm tom de auto-ajuda
Brasília - Numa entrevista em que ouviu desde ''o que pediria a papai do céu'' até se era Marcos Valério ou Delúbio Soares quem surgia em seus ''pesadelos'', o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um discurso, em boa parte do tempo, semelhante ao encontrado em livros de ''auto-ajuda''. Falando a programas de rádio que têm entre seus ouvintes principalmente as camadas mais populares, Lula recorreu muito a Deus e à família. No final, defendeu longamente o otimismo. ''Uma coisa que nós aprendemos a fazer é que a vida humana é tão bonita e tão curta que não há tempo para a gente ser pessimista'', disse o presidente, que acrescentou: ''O importante é que a gente acorde todos os dias e, na hora em que botar o pé no chão, a gente faça pelo menos um voto de confiança em nós mesmos''.
Lula também aconselhou os casais: ''Eu estou casado há 31 anos e digo sempre o seguinte: não há razão para um casal brigar porque não tem nada pior na vida do que você sair para trabalhar brigado com a esposa, ou a esposa brigada com o marido. É um dia infernal, então, eu penso que não há tempo.''
O presidente pediu ainda otimismo: ''O dia em que o Brasil todo acordar pensando de forma positiva, a força que essa energia vai passar para esse país será tão grande que esse país poderá, definitivamente, se transformar em uma grande potência''. Lula ouviu de tudo um pouco nas quase duas horas de entrevista. De Paulo Barboza, da ''Capital'', Lula escutou uma pergunta sobre o que agradeceria ''a papai do céu e o que pediria'': ''saúde'', para ele e para o povo. (Folhapress)





