Declarações de Rossoni são 'levianas', diz chefe do MP
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Catarina Scortecci <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O procurador-geral de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, chefe máximo do Ministério Público (MP) do Estado, se manifestou ontem, através de uma nota pública, sobre os ataques do presidente da Assembleia Legislativa (AL), deputado Valdir Rossoni (PSDB). Segundo o chefe do MP, as manifestações do deputado foram ''levianas e infundadas''. Na segunda-feira, após saber pela imprensa que o MP investiga 13 supostos casos de servidores fantasmas ligados ao gabinete de Rossoni, o tucano criticou o vazamento de informações que ''deveriam ser mantidas em sigilo pelo MP'', para que não houvesse condenação prévia. Rossoni sugeriu ainda que o vazamento pode ter ocorrido por retaliação, devido à exoneração em fevereiro de Severo Sotto Maior, que ocupava a cadeira de diretor legislativo da AL e é irmão do chefe do MP.
''Improcede qualquer vinculação entre a firme atuação do MP e a situação funcional de quem quer que seja, independentemente de relações de parentesco ou outras quaisquer, porquanto empreendida com o rigor do critério da impessoalidade'', diz a nota pública. O procurador-geral de Justiça também escreve que os procedimentos investigatórios relacionados à existência de funcionários fantasmas no gabinete de Rossoni ''tiveram início ainda em junho de 2010 e, portanto, antes dos atos de demissão funcional de sua iniciativa como presidente'' da AL.
Também ontem, o presidente da AL afirmou que vai levar na segunda-feira para o plenário todos os servidores que supostamente seriam fantasmas. ''Sou uma pessoa incomodada com minha honra. Quero dizer que, na segunda-feira, vou colocar nessa tribuna todos os servidores denunciados anonimamente, e que seriam fantasmas. Vou apresentá-los, um por um, aos senhores parlamentares: o nome, a idade e em que período trabalharam'', disse Rossoni.
Questionado ainda ontem sobre se a relação da Casa com o MP não poderia ficar institucionalmente abalada, Rossoni respondeu que ''pode até abalar'', mas que ''eu não posso deixar a minha honra ser jogada na lata de lixo e num momento em que a Assembleia Legislativa precisa adotar uma postura firme para corrigir os caminhos da Casa''.


