Brasília - Em meio à crise política entre PFL e o governo, o novo ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, disse ontem que a busca por foro especial por parte da pré-candidata à presidência Roseana Sarney e do marido dela, Jorge Murad, seria uma espécie de confissão de culpa.
Segundo o ministro, a manobra foi uma demonstração de que ‘‘assumem responsabilidade de terem participado da autoria dos fatos’’, se referindo à investigação sobre o desvio de verbas da extinta Sudam e a participação da empresa Lunus, que pertence ao casal.
Nem os governistas saíram em defesa de Reale, que fez os comentários justamente no dia em que o secretário-geral da presidência, Euclides Scalco, tentava convencer o PFL a votar as medidas de interesse do Planalto.
Sobre o foro privilegiado, o próprio FHC trabalha nos bastidores para que o Congresso aprove projeto que restabeleça esse privilégio a ex-autoridades, o que lhe beneficiaria depois do fim do mandato.
ReaçãoIrritado, o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, divulgou nota oficial na qual pede ao ministro sua ‘‘isenção’’ em relação à análise dos fatos. Chamou o ministro de ‘‘absolutamente equivocado’’.

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